A vigilância entomológica é uma ferramenta essencial para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Durante a Semana Epidemiológica 18 de 2026, o município de Brasilândia realizou o monitoramento por meio de ovitrampas – armadilhas que capturam ovos do vetor e permitem avaliar sua circulação e densidade em diferentes regiões da cidade.
Foram disponibilizadas 61 armadilhas para instalação, sendo efetivamente monitoradas 59 ovitrampas, alcançando uma cobertura operacional satisfatória no período avaliado. Ao todo, foram coletados 3.190 ovos, número que demonstra presença significativa do mosquito nas áreas monitoradas.
INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS
Os indicadores calculados a partir da coleta foram:
- Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO): 60% – mais da metade das armadilhas instaladas continham ovos do mosquito.
- Índice de Densidade de Ovos (IDO): 91 – média de ovos por armadilha positiva, indicando alta concentração do vetor.
Esses resultados evidenciam circulação ativa do mosquito em parte considerável das armadilhas instaladas e apontam para a necessidade de manutenção e intensificação das ações de vigilância e controle vetorial.
CLASSIFICAÇÃO DAS OVITRAMPAS
As armadilhas foram classificadas conforme a quantidade de ovos encontrados:
- Vermelho (101 ou mais ovos): 12 ovitrampas – maior concentração, indicando áreas críticas
- Laranja (51 a 100 ovos): 11 ovitrampas – alto risco
- Amarelo (21 a 50 ovos): 6 ovitrampas – risco moderado
- Verde (1 a 20 ovos): 6 ovitrampas – presença controlada
- Azul (0 ovos): 23 ovitrampas – ausência de ovos no período
- Roxo (sem informação): 1 ovitrampa
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Os dados demonstram concentração importante de armadilhas nas classificações vermelha e laranja, representando áreas com maior infestação e potencial risco para transmissão de arboviroses.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA POR REGIÃO
Com base na análise do mapa oficial e no cruzamento com as áreas do município, foi possível identificar a localização das armadilhas por cor:
- Vermelho (12 ovitrampas): Concentram-se exclusivamente na região do Centro – a grande área central, caracterizada pelo traçado diagonal das ruas. É o ponto crítico da cidade, com maior densidade do vetor.
- Laranja (11 ovitrampas): Localizam-se nos bairros imediatamente adjacentes ao Centro, formando um “anel” ao redor da região central, nas primeiras quadras das zonas que fazem divisa com a área cinza.
- Amarelo (6 ovitrampas): Apontam para a extremidade sudoeste da cidade, correspondendo aos blocos isolados onde se localiza o Bairro João Paulo da Silva e loteamentos vizinhos.
- Verde (6 ovitrampas): Distribuem-se principalmente na região Sul (loteamentos próximos ao Bairro Thomaz de Almeida) e também na região Leste, próximos aos pontos azuis.
- Azul (23 ovitrampas): A grande maioria dos pontos marca os loteamentos das zonas Leste e Nordeste – toda a grande expansão de blocos do lado direito do mapa. Há também pontos azuis na extremidade noroeste.
AÇÕES NECESSÁRIAS
A Secretaria Municipal de Saúde já foi informada dos resultados e deverá intensificar as ações de combate ao mosquito nas áreas classificadas como vermelho, incluindo mutirões de limpeza, visitas domiciliares pelos agentes de endemias e ações educativas voltadas à população. Além disso, a equipe está disponível para esclarecimentos.
A coordenadoria da Vigilância Epidemiológica destacou a importância do monitoramento contínuo.
“Os dados das ovitrampas são um termômetro da infestação do Aedes. Saber onde o mosquito está mais concentrado permite que a gente atue de forma mais cirúrgica, direcionando os recursos para as áreas que realmente precisam. A população também tem um papel fundamental: eliminar os criadouros dentro de casa”, afirmou, Carlos Rodrigues, o coordenador.
COMPROMISSO COM A PREVENÇÃO
A Prefeitura de Brasilândia reforça o pedido para que a população mantenha os cuidados diários: eliminar água parada, tampar caixas d’água, limpar calhas e quintais, e receber bem os agentes de endemias. O combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade de todos.