O processo de regularização fundiária da comunidade indígena de Brasilândia deu um passo decisivo na última quinta-feira (26 de fevereiro). A prefeita Márcia Amaral recebeu no gabinete do Paço Municipal uma comitiva técnica da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), vinda diretamente de Brasília, para dar andamento à demarcação das terras da Aldeia Ofaié.
A agenda local é resultado direto de uma articulação política iniciada no final do ano passado. No dia 05 de novembro de 2025, a chefe do Executivo e o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estiveram na capital federal reivindicando agilidade no processo de homologação da área.
Vistoria e Georreferenciamento
A equipe técnica da FUNAI está em Brasilândia desde o dia 20 de fevereiro, realizando visitas de campo e vistorias detalhadas na aldeia. O grupo é formado pelo antropólogo Elciney Paiz Flores, pelo engenheiro cartógrafo da Coordenação Geral de Demarcação, José Antônio de Sá, pelo especialista em georreferenciamento e chefe substituto do SEGATI CG, Leandro Lopes, além de Israel Benjamim. Também participaram da reunião, a cacique da Aldeia, Ramona Coimbra e o secretário de meio ambiente, Carlito Dutra.
O trabalho de georreferenciamento é a etapa técnica exigida para mapear os limites exatos do território. Após as análises preliminares in loco, a equipe técnica atestou que não existem impedimentos para a conclusão da demarcação e a consequente regularização da terra indígena.
Reconhecimento e Educação
Durante a reunião no gabinete, o antropólogo Elciney Paiz Flores parabenizou a prefeita Márcia Amaral pela iniciativa de buscar a resolução do processo em Brasília e pelo suporte contínuo que a atual gestão oferece à comunidade. Ele pontuou que a proximidade entre o Poder Executivo Municipal e os povos originários deve ter sequência, pois garante ganhos reais para a população indígena. O representante da FUNAI também elogiou a atual cacique da aldeia pela organização interna da comunidade.
Além da pauta territorial, a reunião estabeleceu diretrizes para a área da educação. O grupo debateu os próximos passos e as exigências burocráticas necessárias para a reabertura oficial da Escola Indígena Ofaié, garantindo que as crianças e jovens da aldeia tenham acesso ao ensino formal dentro de suas próprias tradições e território.









