O monitoramento mais recente realizado por meio de ovitrampas na zona urbana de Brasilândia apontou a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti em diferentes pontos do município. Na última instalação, realizada no final de setembro, entre os dias 22 e 25, os Agentes de Combate a Endemias identificaram as localidades que apresentaram os maiores índices e já direcionaram as atividades para essas regiões.
Ao todo, 44 ovitrampas foram inspecionadas e 3.119 ovos foram coletados. O levantamento apresentou Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO) de 68% e Índice de Densidade de Ovos (IDO) de 103 ovos por armadilha positiva.
As ovitrampas são distribuídas estrategicamente pela zona urbana e funcionam como uma ferramenta de monitoramento da presença e da atividade reprodutiva do mosquito.
Diferentemente de uma contagem de casos de dengue, o levantamento permite acompanhar a presença de ovos e identificar locais que demandam maior atenção das equipes de controle.
Das armadilhas monitoradas, 68% apresentaram ovos. Segundo o relatório técnico, esse índice demonstra uma ampla distribuição do vetor na área urbana. Já a média de 103 ovos por armadilha positiva foi classificada no documento como muito alta.
A partir dos resultados do monitoramento, os Agentes de Combate a Endemias estão atuando de forma direcionada nas localidades que apresentaram maior infestação.
Atualmente, 11 regiões aparecem em vermelho no mapeamento, indicando os pontos que exigem maior atenção das equipes. Nessas áreas, estão sendo intensificadas as ações de controle e eliminação de possíveis focos.
O próprio relatório técnico recomenda o direcionamento imediato dos agentes para as áreas com maior positividade, com eliminação de criadouros, intensificação das vistorias e tratamento de depósitos que não possam ser eliminados.
Outra medida adotada é a utilização do termonebulizador nos quarteirões que apresentaram os maiores índices.
A aplicação produz uma névoa com o produto utilizado no controle do mosquito, ampliando o alcance da ação inclusive em pontos de difícil acesso direto pelas equipes, como os bueiros.
A termonebulização integra o conjunto de medidas adotadas a partir do monitoramento, mas não substitui a eliminação dos criadouros. O combate ao mosquito depende também da retirada de recipientes e locais que possam acumular água.
O relatório técnico classifica os indicadores registrados na Semana Epidemiológica 38 como um cenário de alto risco de infestação, diante da combinação entre a dispersão territorial identificada e a quantidade de ovos encontrada nas armadilhas positivas.
Por isso, além do trabalho realizado pelos agentes, a participação dos moradores é fundamental. A orientação é manter uma rotina de inspeção nos imóveis, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água e servir como criadouro.
O relatório também recomenda a mobilização da comunidade e a inspeção semanal das residências, especialmente para retirada de acúmulos de água.
A Prefeitura de Brasilândia, na gestão da prefeita Marcia Amaral, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e das equipes de Endemias, segue acompanhando os indicadores e direcionando as ações de controle para os locais identificados pelo monitoramento.
O resultado das ovitrampas permite que o trabalho seja realizado de forma mais direcionada, concentrando esforços nas regiões com maior presença do vetor.
Ao mesmo tempo, o município reforça que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada: enquanto as equipes atuam no monitoramento e controle, cada morador pode contribuir mantendo quintais, terrenos e recipientes livres de água parada.









